segunda-feira, 19 de outubro de 2015

TENHA MAIS DISPOSIÇÃO DURANTE O HORÁRIO DE VERÃO

Conheça alguns efeitos que essa mudança causa em seu corpo e saiba algumas dicas estar melhor adaptado

Por: Carol Sassatelli - São Paulo - 16/10/2015

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Fonte: Thinkstock
Na madrugada deste domingo (18), os relógios foram adiantados em uma hora para o começo do Horário de Verão, devendo terminar apenas em fevereiro de 2016. Esta época é aguardada por muitas pessoas, porém, várias outras não veem a hora de que ela chegue ao final. As principais reclamações são a respeito da dificuldade em adaptar o corpo às mudanças dede horário – o que atrapalha, principalmente, quem costuma manter uma rotina de treinos.
De acordo com Leandro Sandoval, diretor técnico da Life Training, é comum que aqueles que costumam se exercitar sintam mais dificuldades em se adaptar ao novo cotidiano. “A mudança de horário pode levar o corpo a uma demora de até uma semana para se adaptar graças à sonolência e cansaço que a pessoa pode sentir durante o dia, aliada à dificuldade para dormir a noite”, comenta o especialista.



Segundo ele, toda a mudança, principalmente, durante os primeiros dias, acaba sendo sentida tanto por quem costuma treinar durante a manhã, como para os que se exercitam à noite. Em ambos os casos, o cansaço causado pelo desregulamento no sono é o grande vilão que influencia a falta de disposição, cansaço e desgaste do organismo – o qual acaba trabalhando fora do seu ritmo normal.
Como diz o entrevistado, não existe uma fórmula para se adaptar mais rápido às mudanças de horário, porém, algumas dicas são bastante importantes, como continuar a praticar exercícios, manter uma alimentação saudável e treinar com uma menor intensidade até que o corpo esteja totalmente adaptado a estas diferenças. Além dessas, existem outras maneiras de ajudar o corpo e a mente a ficarem mais dispostos durante o início deste período. São elas:
  • Evitar cafeína, termogênicos, álcool e bebidas fortes.
  • Acordar mais cedo para treinar – pelo menos uns 20 minutos antes.
  • Alimentar-se bem durante o dia todo, evitando alimentos gordurosos e pesados.
  • Tirar cochilos rápidos após o almoço quando possível, pois eles ajudam na recuperação durante o dia.
  • Hidratar-se bem durante o dia todo.
  • Ir para a cama, pelo menos, uma hora mais cedo do que de costume.
As mudanças do ponto de vista neurológico
Conforme explica o neurologista, Leandro Teles, a dificuldade na adaptação do corpo, mesmo com a mudança apenas de uma hora, é explicada graças ao efeito cascata das noites mal dormidas, luminosidade diferente e outros comportamentos do dia a dia. Estes problemas podem levar à insônia, sonolência diurna, irritabilidade e baixo rendimento no trabalho.
“Esse sono inadequado, não reparador, gera inconvenientes em várias fases. Em curto prazo, ficamos mais sonolentos, lentos, desatentos, aumentando o risco de erros e acidentes domésticos, de trânsito e de trabalho. No mais, ficamos indispostos, mal humorados, mais esquecidos e irritados”, comenta o médico. Já em médio prazo, ele completa ressaltando a probabilidade de problemas mais graves, como ganho de peso, hipertensão arterial, descompensação de diabetes, depressão, ansiedade, entre outros.
Tudo isso ocorre, de acordo com Teles, em função do sono – que é fundamental para liberação de uma série de hormônios, organização do aprendizado e memórias do dia anterior, controle do sistema imunológico e reparo muscular. O profissional da saúde também deixa algumas dá para ajustar o cérebro ao horário de verão:

  • SONO
    A alteração no ritmo de sono tende a se normalizar em até uma semana. A intensidade dos sintomas e a duração depende de fatores individuais, como tendência genética, sexo, idade e, principalmente, o ritmo de vida. O impacto pode ser minimizado se a mudança for mais lenta e progressiva. Uma dica é alterar o horário em 10 minutos por dia, até atingir os 60 minutos no domingo. Ou, pelo menos, alterar 30 minutos um dia antes e 30 minutos no dia “D”. Outra dica é não associar outras alterações de sono, como abuso de álcool, baladas ou atividade física exaustiva feita próxima do horário de dormir.
  • ALIMENTAÇÃO
    Prefira comidas leves à noite – o que melhora o início e a manutenção do sono. Evite também condimentos, alimentos ricos em estimulantes (como a cafeína), para não associar uma dificuldade extra no sono. Dê preferência a alimentos menos calóricos, de fácil digestão e em pequena quantidade. Outra dica é evitar o excesso de líquidos à noite, pois isso pode aumentar as idas ao banheiro e dar refluxo em pessoas predispostas. Evitar o álcool em excesso também é recomendado, pois ele desorganiza a arquitetura normal do sono.

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